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© 2019 por Daniel Takata.

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A importância da estatística no futebol, segundo Tostão


Tostão na Copa de 1970 (foto: divulgação)


Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, é um dos maiores ídolos do futebol brasileiro.


Foi um dos destaques da lendária seleção brasileira da Copa de 1970, ao lado de Pelé, Rivellino, Jairzinho, Gerson e outros.


É o maior ídolo da história do Cruzeiro. Destacava-se tanto pelo faro de gol quanto pela visão de jogo.


Após encerrar a carreira, tornou-se médico e, anos depois, comentarista esportivo. E hoje é um dos analistas mais precisos e respeitados do futebol.


Em sua coluna na Folha de S. Paulo, de 2 de dezembro de 2018, Tostão discute sobre a importância da análise estatística no futebol.


E, através de exemplos, dá a noção de que o conhecimento do esporte mais a análise quantitativa pode oferecer ganhos indiscutíveis para a interpretação das informações.


Mas também deixa claro que os números por si podem ser excessivos e até inúteis, se não interpretados à luz do contexto apropriado.


Abaixo, reproduzo a parte do texto referente à estatística no futebol. Para ler a coluna completa, acesse https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2018/12/a-importancia-da-estatistica-no-futebol-e-algo-complexo-e-discutivel.shtml



Tostão (foto: Bob Wolfeson)


A importância da estatística no futebol é algo complexo e discutível


Números dão grande contribuição às análises, mas às vezes são excessivos


As estatísticas dão uma grande contribuição às análises sobre o futebol, embora, às vezes, sejam excessivas, inúteis.


Segundos os números, o Palmeiras é o time que faz mais gols e que ganha mais jogos no segundo tempo.


A razão seria o uso correto, por Felipão, do ótimo elenco, o que concordo. Outro motivo seria o de que uma grande equipe começa as partidas de forma tranquila, sem pressa para vencer, e, quando o gol não sai, pressiona na segunda etapa. Do outro lado, os times inferiores se cansam de tanto correr e marcar, ficam acuados, deixam de contra-atacar no segundo tempo e perdem o jogo.


Algumas vezes, o time superior domina a partida, cria muitas chances de gol e, quando a vitória está próxima, o técnico, pressionado pelos torcedores e, seguindo o ritual de mudar aos 15 minutos do segundo tempo, troca um ou outro jogador. O time piora e perde a chance de ganhar.


Outra atual estatística é a de que Felipão é o técnico com a maior média de pontos no Brasileiro, o que é óbvio, seguido por Dorival Júnior e um pouco abaixo, Barbieri. Isso mostra que o Flamengo não melhorou tanto com a troca do treinador, com dizem. Dorival Júnior dirigiu o time em poucas partidas, o que atrapalha a análise.


Além disso, a equipe poderia crescer se Barbieri fosse mantido.


O tamanho da importância das estatísticas e das estratégias é complexo, discutível, mas é preciso reconhecer e valorizar os técnicos que, em muitos momentos, têm sacadas decisivas, apesar de ser difícil separar o que foi determinado pelo treinador de tantos outros fatores, circunstâncias e acasos. “No momento certo, com a ajuda do acaso, o desejo encontra a oportunidade” (Gilson Yoshioka).

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