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  • Daniel Takata

A incrível seleção feminina de basquete de 1994


Seleção feminina de basquete do Brasil, campeã mundial em 1994 (foto: divulgação)

Há exatos 25 anos, o Brasil comemorava uma conquista inesquecível.


Sim, 1994 foi o ano do tetracampeonato mundial no futebol. Mas um outro título foi tão ou até mais marcante para o esporte brasileiro naquela temporada.


Trata-se do título mundial conseguido pela seleção feminina de basquete, no campeonato disputado na Austrália.


Títulos mundiais no basquete para o Brasil eram exclusividade da seleção masculina, campeã em 1959 e 1963.


Até então.


Em uma campanha inesquecível, a seleção das estrelas Hortência, Paula e Janeth superou as favoritas e alcançou o alto do pódio.



Hortência e Paula

O jogo emblemático aconteceu na semifinal, contra os Estados Unidos, de Theresa Edwards, Lisa Leslie e Sheryl Swoopes, três das maiores jogadoras da história.


Mas o Brasil também tinha suas craques. E superou as favoritas americanas com autoridade por 110 a 107.


A final foi disputada contra a China, na qual a seleção brasileira liderou por todo o tempo e venceu por 96 a 84.


Aquele time marcou uma era: havia sido campeão pan-americano em Havana, em 1991, derrotando Cuba na final, e seria vice-campeão olímpico em 1996.


E os números atestam: as brasileiras fizeram o campeonato de suas vidas no Mundial da Austrália.


Entre as cinco maiores pontuadoras do torneio, nada menos que três jogavam pelo Brasil: Hortência (maior cestinha com média de 27,6 pontos por jogo), Janeth (3ª com 23,3) e Paula (5ª com 19,8).


Paula também foi a terceira jogadora com mais assistências, com média de 4,4 por jogo.


Janeth foi a quarta colocada do ranking das maiores roubadoras de bola (média de 2 por jogo).


Para mostrar como as brasileiras realmente se destacaram, executei uma análise de componentes principais, ferramenta estatística que possibilita a construção de índices, para obter índices ofensivos e defensivos para cada jogadora (para mais detalhes, veja o vídeo a seguir).



Para o índice ofensivo, considerei pontos, assistências e rebotes ofensivos.


Para o índice defensivo, considerei roubos e rebotes defensivos.


A ferramenta dá pesos para as estatísticas e resume as informações em um índice global.


Dessa forma, o ranking ofensivo ficou da seguinte forma:

1. Haixia Zheng (China)

2. Janeth (Brasil)

3. Hortência (Brasil)

4. Erika Dobrovicova (Eslováquia)

5. Paula (Brasil)


O ranking defensivo fiou:

1. Janeth (Brasil)

2. Erika Dobrovicova (Eslováquia)

3. Andrea Kuklova (Eslováquia)

4. Bervely Smith (Canadá)

5. Haixia Zheng (China)


Vê-se que as jogadoras do Brasil foram destaques incontestáveis, tanto ofensivamente quanto defensivamente.


E Janeth realmente fez um campeonato irretocável. No jogo contra Cuba, anotou 38 pontos, maior pontuação em um jogo entre todas as jogadoras da competição. E no jogo contra Taipei Chinesa, conseguiu 13 rebotes defensivos, também maior marca do campeonato.



Janeth


Uma jogadora com números tão expressivos em estatísticas ofensivas e defensivas era realmente completa. No final das contas, a chinesa Haixia Zheng foi escolhida como a melhor jogadora da competição pela Federação Internacional de Basquete.


Mas, pelas estatísticas aqui consideradas, a melhor jogadora daquele campeonato foi Janeth.


Sem esquecer, claro, das contribuições imensas de Hortência, cestinha do campeonato, e de Paula, uma mágica das assistências.


E também de Leila, Ruth, Cintia, Alessandra, Helen, Adriana, Roseli, Simone, Dalila, o técnico Miguel Ângelo da Luz e toda comissão técnica.


Responsáveis por uma as maiores alegrias da história do esporte do país.




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© 2019 por Daniel Takata.