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  • Daniel Takata

A média de gols na Europa só aumenta. E no Brasil?


(Foto: Renato Pizzutto/BP Filmes)

Você sabe o que é um gráfico de série temporal?


É um gráfico que representa uma série temporal.


Ah vá!


Mas o que é uma série temporal?


Basicamente, é um conjunto de dados observados ao longo do tempo.


E um gráfico de série temporal é muito útil para observar tendências e comportamentos sazonais.


(muitas vezes modelos estatísticos elaborados podem ser necessários para detectar adequadamente tais componentes)


E é esse tipo de gráfico que será exibido a seguir.


Faremos uma comparação entre as médias de gols dos principais campeonatos da Europa e o Brasileiro.


E veremos que um simples gráfico pode indicar muita coisa.


A seguir, encontra-se o gráfico das médias de gols do Campeonato Espanhol, da temporada 2002/2003 à temporada 2017/018.



Nota-se uma leve tendência crescente no período.


Abaixo, o mesmo gráfico, para o mesmo período, dessa vez para a Premier League (Inglaterra):


Sendo bem otimista, enxergamos uma leve tendência crescente. Na pior das hipóteses, a média de gols mantém-se aproximadamente constante ao longo dos últimos anos.


Vejamos o que ocorre no Campeonato Italiano:



Aparentemente, houve um ligeiro aumento na média de gols nos últimos anos.


Campeonato Alemão:



Se não observamos tendência crescente, também não vemos tendência decrescente. É o campeonato com maior média de gols entre todos os considerados aqui: 2,86 por jogo de 2002/2003 a 2017/2018.


Campeonato Francês:



Aqui sim, uma tendência notadamente crescente.


E no Brasil, será que também podemos enxergar um crescimento?



Muito pelo contrário.


O gráfico acima dá a exata noção: o número médio de gols por jogo vem caindo, ano após ano, no Campeonato Brasileiro.


Muitas coisas podem explicar esse fato: o êxodo dos talentos cada vez mais jovens para a Europa; os sistemas de jogos defasados em relação aos europeus; etc.


Entre 2002 e 2006, o Campeonato Brasileiro experimentou altas médias de gols.


E talvez não foi coincidência que, na Copa do Mundo de 2002, vencida pelo Brasil, 13 dos 23 convocados atuavam em equipes brasileiras.


Na Copa América de 2004, também vencida pelo Brasil, 11 dos 22 convocados jogavam no país.


A partir daí, o número de jogadores de equipes nacionais presentes no selecionado passou a rarear.


Foram somente 3 na Copa de 2006, 3 em 2010, 4 em 2014 e 3 em 2018.


E as médias de gols por aqui, só caindo.


Deixo as análises mais profundas para os especialistas.


Mas os gráficos não mentem. E as relações que eles exibem, que sem observá-los poderíamos apenas imaginar, parecem bastante claras e indicar bastante coisa sobre a qualidade do futebol praticado por aqui.



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