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  • Daniel Takata

Porque o Mundial de Atletismo de Doha, estatisticamente, foi o melhor da história


(foto: Simon Bruty)

O Campeonato Mundial de Atletismo deste ano, realizado em Doha, no Catar, chegou ao fim no último domingo.


Uma competição diferente, visto que foi realizada em uma época de calor intenso. A maioria das performances, no entanto, não foi prejudicada, pois o estádio em que se realizou o campeonato, incrivelmente, possuía um impressionante sistema de refrigeração.


(quem sofreu mesmo foram os corredores das marchas atléticas e maratonas, provas de rua, que tiveram início à meia-noite por conta do calor.)


Apesar de não ter havido nenhum recorde mundial nos dez dias de competições, o presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), a lenda olímpica Sebastian Coe, fez questão de anunciar, categoricamente, que o Mundial foi o melhor da história.


Para começar, ele indicou que houve 21 recordes continentais, mais que o dobro da edição anterior, de 2017.


E também divulgou uma pontuação comparando os diferentes Mundiais de atletismo.


A IAAF utiliza um sistema de pontos que permite mensurar o quão forte ou fraca foi uma performance em determinada prova. Tipicamente, desempenhos da elite mundial obtém por volta de 1300 pontos. O recorde mundial de Usain Bolt de 9s58 nos 100m rasos, por exemplo, corresponde a 1356 pontos.


Em outro post, explico com detalhes como a conta é feita.


E a IAAF contabilizou os pontos obtidos pelos melhores colocados de todas as provas deste Mundial. Em teoria, quanto mais alta é a pontuação, maior o nível do campeonato. E, no final das contas, as médias das pontuações dos melhores atletas dos 5 Mundiais mais fortes são as seguintes:


1- Doha-2019 – 1024,75 pontos

2- Londres-2017 – 1012,84

3- Sevilha-1999 – 1007,98

4- Pequim-2015 – 1004,78

5- Berlim-2009 – 1004,55


Ou seja, em termos dessa estatística, o Mundial de Doha foi o melhor da história.


O interessante é que o levantamento leva em conta todas os melhores colocados de todas as provas. Muitas vezes, ficamos com a impressão de que um torneio não teve nível tão elevado devido a ausência de recordes ou de performances impressionantes. Isso porque os extremos são os que mais chamam a atenção. Mas o desempenho médio, nesse caso, é o que precisa ser levado em conta.


Em um outro sistema de pontuação utilizado pela IAAF, o Brasil teve em Doha seu segundo melhor desempenho da história, mesmo sem ter conquistado medalhas, atrás apenas do Mundial de 1999. Foram três quartos lugares e nove finais, um recorde, superando as oito finais de 2007.


E o brasileiro Darlan Romani, no arremesso de peso, teve uma das melhores performances de toda a competição, também de acordo com a tabela de pontos da IAAF.


Mas isso é um assunto para outro post.

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