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© 2019 por Daniel Takata.

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  • Daniel Takata

Quem foram os melhores jogadores da 1ª fase do Mundial de basquete masculino?

Na China, está sendo realizado a 18º edição do Campeonato Mundial de Basquete Masculino.


É uma competição pela qual os brasileiros têm grande apreço, afinal a equipe é uma das mais tradicionais - são dois títulos (1959 e 1963), dois vices (1954 e 1970) e é a terceira equipe a terminar mais vezes entre as quatro primeiras, atrás somente de Estados Unidos e Iugoslávia.


No entanto, faz tempo desde a última vez que o Brasil alcançou a semifinal: mais precisamente 33 anos.


Mas na edição deste ano a equipe brasileira teve um início muito bom: três vitórias em três jogos, incluindo o mais difícil contra a Grécia do melhor jogador da última temporada da NBA, Giannis Antetokounmpo.


A foto que viralizou: o brasileiro Bruno Caboclo dá um toco no grego Giannis Antetokounmpo (foto: reprodução/Instagram)

Na segunda fase, terá como um dos rivais os Estados Unidos, outra atração do torneio. Que, apesar de não contar com suas principais estrelas, tem em seu plantel jogadores qualificadíssimos da NBA, como Kemba Walker, Jason Tatum e outros.


O objetivo deste texto é apontar, ao final da primeira fase, quem são os jogadores mais eficientes do campeonato, utilizando as estatísticas de números de pontos, assistências, rebotes, tocos e roubadas de bola (médias por jogo).


Utilizarei uma técnica estatística chamada análise de componentes principais. A principal utilidade da técnica é, quando se trabalha com muitas variáveis, reduzir a informação a um número bem menor de variáveis.


Mas outra utilidade é a classificação. A técnica dá pesos para as variáveis, e através dela pode-se obter uma média ponderada das variáveis, para que se obtenha um índice global. E a vantagem é que a própria técnica determina as variáveis que devem ter maior peso na composição do índice, considerando a relevância de cada uma delas, após as variáveis serem devidamente colocadas na mesma escala.


Nesta análise, obtive dois índices: um índice ofensivo (considerando número de pontos, assistências e rebotes ofensivos) e um índice defensivo (considerando rebotes defensivos, tocos e bolas roubadas).


Para a composição do índice ofensivo, o número de pontos tem peso de 43%, assistências de 36% e rebotes ofensivos de 21%.


Com isso, o jogador mais eficiente ofensivamente é o sul-coreano Guna Ra. Ele é o segundo maior pontuador do campeonato (média de 22,3 pontos por jogo) e quem mais consegue rebotes ofensivos (média de 5,5 por jogo). Logo a seguir vem o neo-zelandês Corey Webster e o alemão Dennis Schroder.


Para o cálculo do índice defensivo, o número de rebotes defensivos tem peso de 39%, o de tocos 35% e o de roubadas de bola, 26%.


Nesse quesito, ninguém é melhor que o francês Rudy Gobert. Ele é quem mais dá tocos por jogo (média de 2,7) e é o terceiro em rebotes defensivos (7,7). Gobert, este ano, já havia vencido o prêmio de melhor jogador de defesa da NBA. Portanto, nenhuma surpresa ele ser o mais destacado jogador defensivo até aqui no Mundial.


Rudy Gobert, astro defensivo da França e da NBA (foto: reprodução/bleacherreport.com)

Ele é seguido, pelo índice obtido por componentes principais, pelo tunisiano Salah Mejrie pelo chinês Qi Zhou.


O maior destaque do Brasil é Bruno Caboclo, 9º melhor jogador pelo índice defensivo. Jogador do Memphis Grizzlies na NBA, ele teve uma atuação defensiva destacadíssima no jogo contra a Grécia, sendo um dos responsáveis por anular Giannis Antetokounmpo - incluindo um toco cuja foto viralizou nas redes sociais.


Em termos das estatísticas individuais, Cristiano Felício, outro que joga na NBA, no Chicago Bulls, é o brasileiro que mais se destaca: é o segundo melhor em rebotes ofensivos, com média de 4,3.


Mas, como já se notou, a força do time brasileiro está no conjunto, sem ter aquele jogador que carrega o time nas costas. Esperamos que essa força continue na segunda fase, contra República Tcheca e Estados Unidos.

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